A Sedex combate o trabalho forçado com novas orientações

O Grupo de Auditores Associados da Sedex (Sedex Associate Auditor Group) lançou novas orientações sobre como identificar sinais de casos reais, prováveis ou possíveis de trabalho forçado tanto para os auditores como para os leitores das auditorias.

O guia – em coautoria com Marianne Voss da Sedex e David Camp da iniciativa Stronger Together – procura abordar a questão da escravatura moderna e a falta de comunicação de casos de trabalho forçado em auditorias.

 

Capa do documento "Orientações sobre práticas operacionais e indicadores de trabalho forçado"

As novas orientações baseiam-se na experiência de uma série de especialistas da indústria reunidos como parte do Grupo de Auditores Associados da Sedex (atualmente o Fórum de Intervenientes da Sedex). Estas descrevem uma lista de indicadores que, de forma independente ou em várias combinações, sugerem onde há um risco de trabalho forçado no ciclo de trabalho de um trabalhador.

O guia destaca a importância da proteção de possíveis vítimas e aconselha os auditores sobre a importância de capturar e documentar provas quando encontrarem ou suspeitarem de casos de trabalho forçado. Estas podem ser utilizadas como ferramenta de referência geral pelos organismos de auditoria, por iniciativas de fornecimento ético e por várias marcas para ajudar os auditores a compreender os riscos do trabalho forçado e melhorar os seus protocolos de auditoria existentes.

A legislação recente, tal como a Lei sobre a Escravatura Moderna do Reino Unido, mostra um crescente reconhecimento das ligações entre o trabalho forçado e a regulação das cadeias de fornecimento e reforça a crescente pressão sobre as empresas para abordar o seu impacto sobre os direitos humanos nos seus negócios e nas suas cadeias de fornecimento“, comentou Jonathan Ivelaw-Chapman, CEO da Sedex. “Nada substitui o papel fundamental dos governos e das organizações de trabalhadores no sentido de garantir o cumprimento das normas de trabalho, mas em locais onde estes mecanismos não estão totalmente desenvolvidos, as iniciativas de conformidade do setor privado colmatam uma lacuna importante. Uma auditoria social eficaz pode dar um importante contributo para a identificação, prevenção e erradicação do trabalho forçado.

As orientações seguem a recente instrução da Sedex sobre a Escravatura Moderna, que destacou uma pesquisa que mostra que o trabalho forçado é um risco comum na cadeia de fornecimento, mas que os resultados das auditorias raramente o abordam. A instrução fornecia vários motivos pelos quais o problema não é suficientemente notificado nas auditorias e pelos quais estas podem não estar a apresentar a história completa.

“A luta pela erradicação do trabalho forçado é uma prioridade para as empresas socialmente responsáveis de todo o mundo”, comentou David Camp, coordenador do programa Stronger Together e coautor das novas orientações. “A comunidade de auditoria de conformidade social tem um papel fundamental a desempenhar e deve tornar-se especialista na deteção de sinais de tráfico laboral e trabalho forçado e reagir de forma adequada com vista à proteção das vítimas. Estas novas orientações procuram colocar-nos numa posição mais favorável para cumprirmos este objetivo“.

Estas novas orientações foram introduzidas num momento crítico para muitas indústrias, tendo em conta que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que pelo menos 21 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado. Destas pessoas, a OIT constata que 14,2 milhões (ou 68%) são vítimas de exploração de trabalho forçado em atividades económicas como a agricultura, a construção, o trabalho doméstico ou a produção.

O novo documento, intitulado Orientações sobre práticas operacionais e indicadores de trabalho forçado está agora disponível gratuitamente e pode ser transferido aqui.

Para conhecer o contexto das orientações, a forma como as empresas identificam e comunicam riscos de trabalho forçado e a forma como esses achados podem ser devidamente abordados, leia o novo blog de Marianne Voss: A importância de equipar as empresas com ferramentas de avaliação de riscos para combater a escravatura moderna.

Transferir: “Orientações sobre práticas operacionais e indicadores de trabalho forçado” da Sedex

 

 

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